Museu Casa da Memória Viva

Assim como os candangos nordestinos chegaram no planalto central "montados e amontoados" nos populares "caminhões paus-de-arara", e - tempos depois - os incansáveis construtores de Brasília seriam "removidos" pela CEI nos carros do serviço social também chamados de "barracões-ambulantes", imaginamos um projeto de estudo do meio pelos quatro cantos do antigo "mapa do barril", instituindo assim os "piquetes demarcatórios" do Sítio Histórico da cidade...

Espaço residencial improvisado de Museu, cujo vasto acervo de pesquisas se encontra "exposto" pelos painéis temáticos que compõem os seguintes espaços acessíveis a visitação progamada: O Foyer Vladimir Carvalho com exposição permanente do primeiro livro de parede da história de "CEILÂNDIA, A TERRA DOS CANDANGOS"; a BIBLIOCEI ANTONIO GARCIA MURALHA, biblioteca temática candanga com exposição do poema original "CEILAND" e mais 71 títulos sobre a história da cultura local; e o auditório ERA DO RÁDIO COLHER DE CHÁ com 55 lugares para eventos educativos, culturais e comunitários. Além dessas dependências de visitação, são desenvolvidos outros projetos que disponibilizam produtos e serviços, tais como; a OFICINA DA CACO (Cooperativa do Artesanato Candango Originário) OLENA VALENTE, que, além de produzir a estampa "Orgulho de ser Candango", expõe e representa trabalho de vários artesãos da cidade; e o ARQUIVO COMUNITÁRIO DA MEMÓRIA CANDANGA composto de 107 pastas temáticas sintetizadas nos painéis de exposição permanente, que também podem ser disponibilizadas em "livros mimeografados" confeccionados de acordo com a pesquisa encomendada nas seguintes áreas de interesse (Candangos, NordestiNação, Ceilândia). Através deste projeto é que se dá o ingresso tanto de documentos quanto de novos integrantes da Casa da Memória Viva, compondo o intituto educativo oficial de todos os trabalhos desenvolvidos que é a SPPCei (Sociedade de Pesquisadores e Pioneiros da Ceilândia). Por fim esclarecemos que toda essa estrutura, montada coletivamente ao longo de 12 anos de magistério, tem como meta aconstrução do Museu da Ceilãndia, e por isso mesmo ela pode ser deslocada a a qualquer tempo para qualquer lugar, o que nos possibilita oferecer outro serviço cultural que é o MEMÓRIA VIVA AO VIVO de consultoria e conferências intinerantes


Prof. Jevan
Biografia


Professor Manoel Jevan Gomes de Olinda nasceu 26 de outubro de 1963 no sertão de Inhamuns, distrito de Catarina do Ceará. Filho de lavradores - Antonia Gomes Olinda & Luiz Teixeira Olinda (in memorian) - teve a infância no nordeste dos cangaceiros, a adolescência na "selva de pedras" paulista e vive na Ceilândia desde 1979, sendo um "bairrista" declarado do "P-Sul", local onde mora desde 1981 e atua como educador comunitário já há treze anos, a ponto de transformar sua própria residência no Museu da Memória Viva dos Candangos Incansáveis de Brasília, cuja única atração, além das aulas extraclasses com seus educandos membros da Sociedade Memória Viva, é um "livro de parede" sobre a história dos candangos nordestinos (aonde se inclui as suas origens e da sua família que participou da construção de Brasília) pioneiros da C.E.I."lândia" (termo que para ele significa "Terra dos Candangos Esquecidos Incansáveis ou simplesmente, candangos incansáveis de Brasília, presentes não somente nesta cidade, mas vítimas da exclusão capitalista "removidos" também para o Parque da Barragem e até mesmo para a "Brasília Teimosa" dos esgotos de Recife. Por sua pesquisa em lidar com a memória coletiva dos milhares de pioneiros "esquecidos" pela história oficial, intitulou seu trabalho de CEI, a candangoLÂNDIA é aqui, passando a considerar a data de 02 de outubro de 1956 como o princípio da História Candanga ("tempo da construção"), e não a data de 27 de março de 1971 "comemorada" pela Campanha de Erradicação de Invasões ("tempo da remoção"). Mais importante que sua visão peculiar da história local, entretanto, considera que seja os seus "projetos para a auto-estima desses candangos incansáveis", como a própria criação da ACLAP (Academia Ceilandense de Letras e Artes Populares) para concretizar o sonho daqueles "simples imortais" verem publicadas as suas histórias. Em seu museu temático, também conhecido como Casa da Memória Viva, criou a tradição de fazer anualmente o ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA, A PESSOA Brasília Maria da Costa Goes (nascida em 21 de abril de 1960), a FESTA DOS ESTADOS NORDESTINOS (resgate do antigo São João Comunitário em que se comemorava o aniversário de Ceilândia - Capital Nordestina do Planalto Central - nas festas juninas da Praça dos Eucaliptos), e a Serenata de Natal dos Pioneiros com a Orquestra Sanfônica Candanga composta por 13 sanfoneiros em memória do nascimento de Gonzagão, o Rei do Baião. Nesta academia popular que ajudou a fundar, recebeu a cadeira número 07 do seu patrono Antonio Garcia Muralha, o autêntico imortal da poesia candanga.

Confronto

A suntuosa Brasília e a esquálida Ceilândia contemplam-se
Qual delas falará primeiro?
Que tem a dizer ou a esconder
uma em face da outra?
Que mágoas, que ressentimentos
prestes a saltar da goela coletiva
e não se exprimem?
Por que Ceilândia fere o majestoso
orgulho da flórea capital?
Por que Brasília resplandece
Ante a pobreza exposta
dos barracos de Ceilândia
filhos da majestade de Brasília?
E pensam-se, remiram-se em silêncio
as gêmeas criações do bom brasileiro.

Poesia escrita por Carlos Drumond de Andrade em 1979, quando Ceilândia foi notícia no Jornal Nacional como a maior favela do Brasil. Nesse ano 200 mil pessoas moravam na cidade. Hoje a Ceilândia tem 342 mil habitantes.



Vídeo



Livro A Ceilandia Hoje

Hino Oficial da Ceilândia


Video sobre o Ferrock 2010 dos alunos do
Centro de Ensino Médio 12 - Ceilândia

Nelson Julio Soares Vasconcelos
Guilherme Vasconcellos Aragão
Isadora Maria Santos Dias
Assista aqui




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