Casa da Memória Viva


Museu Casa da Memória Viva
dos Candangos Incansáveis da C.E.I.Land

Assim como os candangos nordestinos chegaram no Planalto Central "montados e amontoados" nos populares "caminhões paus-de-arara", e - tempos depois - os incansáveis construtores de Brasília seriam de novo "removidos" pela CEI nos carros do Serviço Social aqui chamados de "barracões-ambulantes", elaboramos o projeto Ceí City Tur de estudo do meio com uma rádio no trenzinho pelos quatro cantos do antigo "mapa do barril", instituindo assim os "piquetes demarcatórios" do sítio histórico inaugural da cidade...
 

A Casa da Memória Viva do Prof° Jevan é um “espaço residencial improvisado de museu comunitário”, cujo vasto acervo de pesquisas se encontra "exposto" pelos painéis temáticos que compõem os seguintes espaços acessíveis a visitação programada: o Foyer VLADIMIR CARVALHO com exposição permanente do primeiro livro-de-parede da história: “CEI, A CandangoLÂNDIA é Aqui"; o Beco da Cultura Nativa da UVINB contando a pré-história do SÍTIO ARQUEOLÓGICO DO ‘P’ SUL: a Oficina da C.A.C.O. (Cooperativa do Artesanato Candango Originário) OLENA VALENTE (que, além de produzir a estampa "Orgulho de ser Candango", expõe e representa trabalho de vários artesãos da cidade); a Galeria DOS CANDANGOS DE BREGUÊDO de Um Quadro Só que, por ser “unitária” pode ser considerada como “a menor galeria de artes plásticas do mundo”; a BiblioCei POETA MURALHA, biblioteca temática candanga com exposição do poema original "C.E.I.Land"; e o Palco da MPC Auditório do Rádio Candango COLHER DE CHÁ, com 45 lugares para eventos educativos, comunitários e culturais. Além dessas “dependências de visitação”, são desenvolvidos outros projetos que disponibilizam produtos e serviços, como o Arquivo Público Comunitário da MEMÓRIA POPULAR CANDANGA (composto por 107 pastas temáticas sintetizadas nos painéis de exposição permanente sobre os candangos (pioneiros de Brasília) e os incansáveis (pioneiros da Ceilândia) , que também podem ser disponibilizadas em "livros mimeografados" confeccionados de acordo com as pesquisas encomendadas. Através deste projeto é que se dá o ingresso de novos integrantes na SPPCei (Sociedade dos Pesquisadores & Pioneiros da Ceilândia). Por fim, esclarecemos que toda essa estrutura “caseira” tem como meta a luta pela edificação pública definitiva do Museu da Memória Viva dos Candangos Incansáveis da C.E.I.Land, de tal forma que pode ser “removida” a qualquer tempo e para qualquer lugar, o que originou outro serviço cultural local, que é o MEMÓRIA VIVA AO VIVO de consultoria e palestras itinerantes.

Confronto

A suntuosa Brasília e a esquálida Ceilândia contemplam-se
Qual delas falará primeiro?
Que tem a dizer ou a esconder
uma em face da outra?
Que mágoas, que ressentimentos
prestes a saltar da goela coletiva
e não se exprimem?
Por que Ceilândia fere o majestoso
orgulho da flórea capital?
Por que Brasília resplandece
Ante a pobreza exposta
dos barracos de Ceilândia
filhos da majestade de Brasília?
E pensam-se, remiram-se em silêncio
as gêmeas criações do bom brasileiro.

Poesia escrita por Carlos Drumond de Andrade em 1979, quando Ceilândia foi notícia no Jornal Nacional como a maior favela do Brasil. Nesse ano 200 mil pessoas moravam na cidade. Hoje a Ceilândia tem 342 mil habitantes.


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